Para os povos Guarani, caminhar é mais do que deslocamento. É um movimento ligado à vida, à terra, aos ancestrais e à continuidade dos povos.
No Fundo Jaguatá, esse nome expressa um compromisso coletivo de seguir fortalecendo comunidades, territórios e organizações indígenas diante das ameaças do presente e dos caminhos do futuro.
O Fundo Jaguatá nasce do reconhecimento de um problema histórico: ainda hoje, pouco recurso chega de forma direta aos povos indígenas. O acesso ao financiamento segue atravessado por burocracias, exigências externas e formas de apoio pouco conectadas às realidades dos territórios. Diante disso, criar um fundo indígena próprio é parte da construção de mais autonomia, mais capacidade de decisão e mais sustentação para a luta indígena.
O Jaguatá se propõe a apoiar diretamente povos, organizações, comunidades e territórios indígenas, construindo caminhos mais justos e adequados de acesso aos recursos. Neste primeiro ciclo, sua atuação se organiza em quatro frentes principais.
O Jaguatá se insere em um ecossistema financeiro mais amplo, onde circulam diferentes formas de apoio, recursos e mecanismos de financiamento. Nesse campo, o Fundo se propõe não apenas a captar recursos, mas também a incidir sobre a forma como eles chegam aos povos indígenas. Ao mesmo tempo, se articula com outros fundos indígenas e com a Rede de Fundos Indígenas, fortalecendo relações de complementariedade, não concorrência e construção conjunta.
O Fundo Jaguatá está em seu ciclo inicial de implementação, com foco na consolidação de sua estrutura, no lançamento de suas primeiras modalidades de apoio e na construção de uma base sólida para sua atuação. Fortalecer o Jaguatá é fortalecer uma infraestrutura indígena própria de financiamento, apoio direto e incidência.